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<hist. 8 s. introd.>

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Introduo



O que j estudamos



  J estamos na 8 srie! Claro que depois desse tempo de 

frias, a gente pode ter esquecido alguma coisa. Vamos lembrar 

um pouquinho O que estudamos na 7 srie?

  Agora, ateno: voc vai ler um resumo do que estudou. Tudo 

de uma maneira bem simplificada, para poder {refrescar a 

memria}. O importante  voc poder relacionar os acontecimentos 

histricos das diferentes pocas. Afinal, o presente  o 

resultado de um processo, no  mesmo? 



<11>

A era das revolues



  Entre o final do sculo Xvii e o comeo do Xix, o mundo 

ocidental passou por um processo acelerado de mudanas. Comeou 

a ser destruda a velha sociedade, que se baseava nos privilgios 

da nobreza e no poder absolutista dos reis. O ocidente viveu 

ento uma poca de triunfo das idias do liberalismo e do 

iluminismo, que defendiam os direitos e as liberdades 

dos indivduos. Essas idias inspiram as revolues burguesas 

na Inglaterra e na Frana, e tambm as lutas pela independncia 

nas Amricas. No final do sculo Xviii, tinha incio tambm a 

Revoluo industrial.



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    Figura: quadro Liberdade   o

  guiando o povo (1830).        o

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A revoluo Inglesa



  A revoluo Inglesa do sculo Xvii foi a primeira das grandes 

revolues burguesas e liberais. Depois de um longo perodo, os 

partidrios do Parlamento finalmente derrotaram os partidrios 

do absolutismo. A Revoluo Gloriosa (1688) expulsou o ltimo 

rei Stuart e coroou o prncipe holands Guilherme de Orange. No 

lugar do absolutismo, havia agora uma monarquia parlamentar. 

Todas as decises importantes do rei s valeriam se houvesse 

aprovao do Parlamento (composto por deputados eleitos com o 

voto censitrio que, em geral, representavam a burguesia e a 

nobreza). Consagrou-se o prncipe de que na Inglaterra {o rei 

reina, mas no governa, porque quem governa  o Parlamento}.



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    Figura: execuo de Car-  o

  los I (sc. Xvii).          o

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O liberalismo poltico



  A vitria da burguesia na Revoluo Gloriosa de 1688 foi 

tambm a vitria das idias do liberalismo poltico. Um dos 

fundadores do pensamento liberal foi o filsofo ingls John 

Locke (1632-1704). Para ele, o Estado foi criado a partir de um 

acordo entre os indivduos. O objetivo do Estado  proteger os 

direitos {naturais} do ser humano: a vida, a liberdade, a 

propriedade. No entanto, existem governos que no protegem 

esses direitos. Pior ainda, existem governos tirnicos, ou 

seja, que tentam acabar com os direitos dos indivduos! Neste 

caso, os cidados tm o direito de mudar o governo, seja por 

meio do voto ou por meio das revolues. Percebeu? Para Locke, 

o cidado no existe para servir ao governo, mas, o contrrio, 

os governos s existem porque devem servir aos cidados. As 

idias polticas liberais tm ainda hoje muita popularidade.



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    Figura: pintura de John   o

  Locke.                       o

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    Ilustrao da Enciclop-  o

  dia (1751).                  o

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O iluminismo



  O sculo Xviii foi chamado de _Sculo _das _Luzes por Causa da 

grande influncia das idias do iluminismo. O iluminismo tambm 

foi chamado de filosofia das luzes, ilustrao, esclarecimento 

e, na Frana, de enciclopedismo. Os pensadores iluministas 

atacavam a sociedade do Antigo Regime (o absolutismo e os 

privilgios feudais da nobreza). Defendiam uma sociedade baseada 

nos princpios da liberdade individual e da igualdade de todos 

diante da lei, do respeito aos direitos do cidado. Havia 

pensadores ilustrados em toda a Europa, porm os mais influentes 

eram os franceses (Rousseau, Voltaire, Montesquieu, Direrot). 

Os iluministas propunham o combate das _luzes _da _razo (a 

capacidade humana de raciocinar) contra as _trevas _da 

_ignorncia, do fanatismo, da intolerncia. Para eles, as 

grandes desgraas humanas eram provocadas pela irracionalidade. 

Os iluministas acreditavam no triunfo da razo, da educao, 

das cincias, da tolerncia poltica e religiosa (respeito aos 

que pensam diferente), do progresso.



O sculo do ouro no Brasil



  No sculo Xviii, a minerao do ouro foi a atividade mais 

importante no Brasil. O Brasil se tornou o maior produtor 

mundial de ouro e de diamantes. Minas Gerais era a regio mais 

importante, mas tambm havia minas e Gois e Mato Grosso. A 

minerao atraiu muitas pessoas de Portugal e da colnia para a 

regio que mais se destacou. J no final do sculo Xviii, a 

minerao decaiu e a produo diminuiu muito. Entretanto, a 

economia de Minas Gerais continuou se desenvolvendo, visando o 

mercado inteiro. No restante do pais, os produtos agrcolas 

voltados para a exportao continuavam em destaque, como o 

acar (Nordeste, Rio de Janeiro, So Paulo), o algodo 

(Nordeste) e o fumo (Bahia).



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  Foto: barra de ouro (1752).  o

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A independncia dos Estados Unidos 



  Durante quase duzentos anos, as Treze Colnias Inglesas na 

Amrica (no litoral leste de onde hoje esto os EUA) gozaram de 

grande autonomia. Praticamente no se achavam subordinadas ao 

pacto colonial. Mas, no sculo Xviii, teve incio a Revoluo 

Industrial, e os ingleses procuravam aumentar o controle sobre 

as colnias. A liberdade de comrcio e o autogoverno dos colonos 

foram limitados. A Inglaterra criou novos e altos impostos. Os 

colonos ento se revoltaram e declararam a independncia (1776). 

A {Declarao de Independncia dos Estados Unidos da Amrica} 

baseou-se nas idias do liberalismo poltico ingls e 

no iluminismo francs. D acordo com ela, os homens receberam 

direitos do Criador e, para garantir esses direitos, criaram os 

governos. Mas quando os governos no correspondem  vontade dos 

cidados, estes tm o direito de mud-lo.



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    Figura: George Washington   o

  (retrato do sc. Xviii).        o

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A Revoluo Francesa



  A Revoluo Francesa foi a mais importante das revolues 

burguesas. A crise econmica, a insistncia dos nobres em 

manter seus privilgios e a misria da populao levaram  

revolta dos camponeses e dos _sans-culottes (artesos e pequenos 

proprietrios nas cidades). O smbolo da rebelio foi a queda 

da Bastilha (1789).



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    Figura: quadro A tomada   o

  da Bastilha (sc. Xviii).   o

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  Podemos dividir a Revoluo Francesa em trs etapas. Na _era 

_das _instituies (1789-1791), a Frana tornou-se uma 

monarquia constitucional e foi aprovada a {Declarao dos 

Direitos do Homem do Cidado} (baseada nos ideais iluministas 

de liberdade e igualdade jurdica). Mas o voto era censitrio 

(s quem tinha uma certa renda podia votar) e os camponeses no 

receberam terras. Os pases absolutistas lanaram seus exrcitos 

contra a Frana. Os _sans-culottes se rebelaram e prenderam o 

rei. Comeava a _era _das _antecipaes (1792-1794), o perodo 

mais radical. O rei Luz Xvi foi condenado por um tribunal 

revolucionrio e guilhotinado. O governo passou a ser exercido 

pela Conveno, uma assemblia de deputados eleitos com voto 

universal masculino. Os dois principais partidos eram o 

girondino (alta burguesia, favorvel a moderar a revoluo) e o 

jacobino (liderado por membros da classe mdia e da pequena 

burguesia, favorvel ao aumento dos direitos dos mais pobres).

Uma nova rebelio dos _sans-culottes entregou totais poderes 

aos jacobinos liderados por Robespierre. Foi o momento supremo 

da revoluo. Estabeleceu-se a Lei do Mximo, que proibia a 

burguesia de aumentar os preos dos itens populares (po, 

aluguel, etc.). As terras dos nobres emigrantes foram 

distribudas aos camponeses. O governo determinou a criao de 

escolas primrias gratuitas para todos os cidados. Os 

{imigrantes da revoluo} foram presos e tiveram suas cabeas 

cortadas pela guilhotina. Mas o _terror e as brigas entre os 

prprios dirigentes do partido (Robespierre versus Danton) 

enfraqueceram os jacobinos. Os partidrios da burguesia e da 

revoluo {moderada} (sem muitos direitos sociais) derrubaram 

os jacobinos. Foi a chamada _reao _termidoriana. Comeava a 

_era _das _consolidaes (1794-1799). Uma nova assemblia, o 

Diretrio, assumiu o governo. Tinha sido eleita com voto 

censitrio. Foi uma poca de perseguies contra os lderes 

populares jacobinos. A anulao da Lei do Mximo provocou uma 

alta inflao. Em 1799, o jovem general Napoleo Bonaparte 

comandou um golpe de Estado, tornam-se ditador da Frana.



O perodo napolenico



  Inicialmente, Napoleo tinha o ttulo de cnsul e dirigia a 

repblica. Obteve tantos xitos que, mais tarde, a populao 

aprovou sua coroao como imperador. Durante o governo de 

Napoleo, a burguesia consolidou sua vitria conquistada com a 

revoluo de 1789. A administrao do pas foi reorganizada e 

iniciou-se a revoluo industrial francesa. Por meio da guerra, 

Napoleo invadiu diversos pases europeus. Desse modo, espalhou 

os ideais revolucionrios. O grande inimigo da Frana 

napolenica era a Inglaterra. Em 1806, Napoleo decretou o 

Bloqueio Continental, proibindo que outros pases europeus 

comerciassem com a Gr-Bretanha. Mas a ordem foi desobedecida, 

o que levou Bonaparte a invadir a Rssia (1812), onde foi 

derrotado. Em 1815, Napoleo estava definitivamente afastado do 

cenrio internacional. 



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    Figura: Napoleo (por   o

  Louis David, 1801).      o

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Brasil: revoltas anticoloniais.



  No final do sculo Xviii, a Amrica viveu a crise do Antigo 

Sistema Colonial. A economia das colnias j tinha crescido 

bastante. Com isso, os colonos haviam deixado de se sentir 

protegidos pela Metrpole. Agora, queriam se livrar dos altos 

impostos e da proibio de comerciar com outros pases. 

Influenciados pelas idias iluministas, procuraram lutar pela 

independncia nacional. No Brasil, dois movimentos de luta pela 

independncia se destacaram: a inconfidncia Mineira e a 

Conjurao Baiana. A _Inconfidncia _Mineira (1789) reunia os 

membros da elite colonial em Minas Gerais. O nico participante 

que vinha das camadas populares era Tiradentes. A _Conjurao 

_Baiana (1798), tambm chamada de _Conjurao _dos _Alfaiates, 

era liderada por pessoas das camadas mdias e populares 

(artesos, profissionais liberais, soldados da tropa, 

ex-escravos, comerciantes) e recebeu influncia dos ideais 

jacobinos da Revoluo Francesa. Propunha a criao de um pas 


independente, sem escravido e com igualdade de direitos para 

brancos e negros.    

   

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    Figura: quadro Priso de   o

  Tiradentes (leo do sculo    o

  Xix).                         o

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A Revoluo Industrial



  Nas ltimas dcadas do sculo Xviii, funcionaram as primeiras 

fbricas com mquinas a vapor. A Revoluo Industrial comeou 

na Inglaterra e, no sculo Xix, espalhou-se pela Europa, EUA e 

Japo.

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  Surgia uma nova classe social: o proletariado (trabalhadores 

assalariados das indstrias). No sculo Xix, a situao do 

proletariado era muito difcil: longas jornadas de trabalho, 

salrios baixos, os trabalhadores no tinham direito a frias 

nem aposentadoria e havia trabalho infantil. No existiam leis 

sociais. Os trabalhadores ento, reagiram. De incio, destruam 

as mquinas (ludismo). Depois, se uniram para criar sindicatos 

e organizaram as primeiras greves. Na Inglaterra, o movimento 

cartista lutava pelo direito de voto para os pobres.



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  Figura: locomotiva (1829).  o

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O liberalismo econmico



  O economista britnico (escocs) Adam Smith escreveu o famoso 

_A _riqueza _das _naes (1776). Ele defendia o liberalismo 

econmico, ou seja, a idia de que a economia s funcionaria 

bem se o Estado no atrapalhasse. O Estado s deveria agir para 

defender o pas numa guerra, para garantir a liberdade dos 

indivduos e proteger a propriedade privada. Portanto, a 

economia deveria seguir o ideal do _laissez-faire, ou seja, o 

mercado ficaria livre da interveno do Estado. Cada empresrio 

tinha o direito de investir seu capital como bem entendesse 

porque, desse modo, as empresas seriam eficientes, a economia 

cresceria e haveria prosperidade para todos.



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  Foto: Adam Smith.  o

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  O economista ingls Malthus tambm era defensor do liberalismo 

econmico. Para ele, o Estado nada deveria fazer em favor dos 

pobres. Primeiro, porque os pobres seriam os nicos culpados 

pela prpria pobreza (preguiosos, tinham muitos filhos etc.). 

Segundo, porque os ricos  que seriam os responsveis pelo 

progresso: investindo na produo, patrocinando artistas e 

cientistas, etc. Se o governo retirasse uma parte da renda dos 

ricos (por exemplo, cobrando impostos), estaria estrangulando a 

economia e a vida cultural.

  As idias do liberalismo econmico foram adotados pela 

burguesia e pelos governos.  claro que o liberalismo puro 

jamais foi adotado (sempre houve alguma interveno do Estado 

sobre a economia).    



<15>

<P>

A independncia do Brasil



  Portugal no respeitou a decretao do Bloqueio Continental 

(1806) e foi invadido pelos exrcitos franceses a mando de 

Napoleo. O prncipe portugus D. Joo fugiu para o Brasil e, 

assim chegou, decretou a Abertura dos Portos e assinou os 

tratados de 1810 (os produtos importados eram taxados em apenas 

15%). A partir da, o pacto colonial estava praticamente 

terminado. Comeava o processo de independncia do Brasil. Essa 

situao s se inverteu depois da Revoluo Liberal do Porto 

(1820), quando a burguesia portuguesa tomou o poder e 

estabeleceu o regime de monarquia constitucional. D. Joo Vi foi 

obrigado a retornar a Portugal. O novo governo portugus tentou 

restaurar o pacto colonial, mas os colonos reagiram. As elites 

coloniais, unidas em torno do Partido Brasileiro, se aproximaram 

do prncipe D. Pedro, filho de D. Joo, que havia ficado no 

Brasil. Convenceram o jovem prncipe a proclamar a Independncia 

(1822). O projeto de uma independncia realizada de forma 

democrtica foi derrotado.



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    Figura: quadro Coroao   o

  de D. Pedro I.             o

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A independncia da Amrica Espanhola



  A independncia da Amrica espanhola apresentou algumas 

semelhanas com a independncia do Brasil. Por exemplo, o 

desejo das colnias de se livrarem dos impostos e dos limites 

compostos pelo monoplio colonial e o interesse da Inglaterra 

em comerciar diretamente com a Amrica. Depois que Napoleo 

invadiu a Espanha, as colnias na Amrica ganharam muita 

autonomia. A luta pela independncia exigiu muitas vitrias em 

batalhas contra os exrcitos espanhis. A liderana da luta 

esteve com a elite _criolla (brancos, latifundirios nascidos 

na Amrica). Ao contrrio do Brasil, a Amrica se dividiu em 

inmeros pases de regimes republicanos. Essa fragmentao foi 

reforada pela rivalidade entre os lderes polticos.  



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    Figura: retrato de Simn    o

  Bolivar (1825), um dos lde-  o

  res _criollos da independn-    o

  cia na Amrica espanhola.      o

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Liberais e nacionalistas



  Depois da derrota de Napoleo, os representantes dos pases 

vencedores e a Frana reuniram-se no Congresso de Viena (1815). 

Os antigos reis absolutistas voltaram aos tronos e foi criada a 

Santa Aliana, uma unio militar para impedir que houvesse novas 

revolues liberais. Mesmo assim, estouraram diversas revolues 


em 1820, 1830 e, especialmente, em 1848. Essas revolues eram 

feitas em nome dos lideres burgueses do liberalismo (regime 

poltico constitucional, direitos do cidado, liberdades 

individuais) e do nacionalismo (direito de cada povo construir 

seu Estado nacional). Ideais presentes na arte romntica.



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    Figura: escultura romnti-  o

  ca de Rud (1835).           o

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Brasil: o Primeiro Imprio (1822-1831)



  O governo de D. Pedro I foi um dos mais autoritrios da 

histria do Brasil. Isso ficou claro quando ele imps a 

Constituio de 1824, que estabelecia a existncia de quatro 

poderes: o Executivo (os ministros nomeados pelo imperador), o 

Legislativo (deputados e senadores), o Judicirio (juzes e 

tribunais) e o quarto poder, o Moderador. O Poder Moderador 

estava acima dos outros trs e era exercido pelo imperador, 

que dominava o Legislativo e o Judicirio. Portanto, isso 

significava amplos poderes para o imperador. Os deputados e 

senadores eram eleitos com o voto censitrio (s os ricos 

votavam) e indireto. Os governadores das provncias (estados) 

eram nomeados pelo imperado. O poder central era muito forte 

(unitarismo). A igreja catlica era oficial e ligada ao Estado.



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  Figura: D. Pedro I.  o

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  A situao econmica do Brasil era ruim e D. Pedro I tomou 

vrias atitudes que provocaram a rejeio do pas: reprimiu com 

violncia a Confederao do Equador (PE, 1824), perdeu a Guerra 

da Cisplatina (Uruguai), mandou fechar jornais e prender seus 

opositores polticos, parecia mais preocupado com a sucesso do 

trono portugus do que com o Brasil. Nem as elites brasileiras 

confiavam mais nele. O imperador s tinha apoio do Partido 

Portugus. Em 1831, uma grande revolta popular obrigou-o a 

abdicar e partir do Brasil.



Brasil: o Perodo Regencial (1831-1840)



  Enquanto D. Pedro ainda no tinha idade para ser imperador, 

o Brasil foi governado provisoriamente pelos regentes. Esse foi 

um perodo muito conturbado. Todos os problemas acumulados no 

Primeiro Imprio provocaram diversas revoltas provinciais: 

Cabanagem (PA), Balaiada (MA), Sabinada (BA), Farroupilha (RS e 

SC). Inicialmente, os revoltosos (liberais exaltados) queriam 

autonomia para as provncias (federalismo). Mas algumas revoltas 

tiveram intensa participao das camadas populares (camponeses, 

artesos, pescadores, donos de pequenos negcios). As elites do 

imprio ficaram assustadas e acabaram chegando a um acordo (uma 

_conciliao _nacional) para manter a _ordem (a unidade do pas, 

o latifndio, a escravido): o poder foi recentralizado e D. 

Pedro Ii foi coroado imperador. Acontecia o chamado _regresso 

_conservador.



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    Figura: Fazendeiros aclamam   o

  o jovem prncipe (1831).         o

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Brasil: o Segundo Imprio (1840-1889)



  O reinado de D. Pedro Ii apresentou uma longa estabilidade 

poltica. A situao econmica melhorou muito por causa da 

riqueza produzida pela cafeicultura no vale do rio Paraba do 

Sul (RJ e SP). Em 1847, foi adotado o parlamentarimo. Mas na 

monarquia parlamentar brasileira o imperador possua muitos 

poderes. Era ele quem escolhia o primeiro-ministro. No 

Parlamento, havia dois partidos polticos, os liberais e os 

conservadores, que agiam de modo bastante parecido.

  Na metade do sculo Xix, houve o aparecimento das primeiras 

empresas capitalistas. O principal empresrio da poca era o 

visconde de Mau, dono de fbricas, bancos, companhias de 

navegao e estradas de ferro. Mas a falta de apoio do governo 

e a concorrncia das empresas inglesas levaram Mau  falncia.    
   



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  Figura: D. Pedro II.  o

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Doutrinas sociais no sculo Xix



  As terrveis condies de trabalho e de vida do proletariado 

industrial inspiraram alguns pensadores a questionar a sociedade 

capitalista. No comeo do sculo Xix, surgiram os pensadores 

socialistas. Os principais foram os franceses Saint-Simon e 

Fourier e o ingls Charles Owen. Eles criticavam o 

individualismo capitalista e propunham a criao de uma 

sociedade baseada na igualdade e no trabalho cooperativo.



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    Figura: quadro Marx e     o

  Engels em tipografia (sc.   o

  Xix).                        o

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  Os mais destacados pensadores socialistas do sculo Xix foram 

os alemes Karl Marx e Friedrich Engels, autores do famoso 

_Manifesto _comunista (1848). Eles acusaram os outros 

socialistas de serem {utpicos}, ou seja, de no conseguirem 

mostrar como se poderia destruir o capitalismo e construir uma 

nova sociedade. ({Utopia} significa {sonho bonito, mas 

irrealizvel}). Marx e Engels fundaram o _socialismo _cientfico. 

Na obra _O _capital (1867), Marx declara acreditar que tinha 

provado cientificamente que o capitalismo seria sempre uma 

sociedade injusta e irracional. Para ele, o proletariado 

deveria se organizar e fazer uma resoluo para tomar o poder, 

destruir o capitalismo e o domnio da burguesia, e construir 

uma sociedade baseada na propriedade social (as empresas, as 

terras, os bancos, etc. pertenciam a toda a sociedade).

  Outra doutrina poltica revolucionria do sculo Xix foi o 

_anarquismo, cujo principal defensor era o russo _Bakunin. Os 

anarquistas rejeitavam qualquer instituio na qual houvesse 

pessoas dando as ordens e pessoas obedecendo. Para eles, 

ningum tem o direito de dar ordens a outro ser humano. Por 

isso, os anarquistas eram contra a propriedade privada, o 

capitalismo e o Estado. No participavam de eleies e no 

tinham partido poltico. Existiram diversos tipos de 

anarquistas. Uns eram totalmente pacifistas, outros recorriam 

ao terrorismo contra as autoridades, etc.

  Representantes do movimento operrio europeu (socialistas 

utpicos, sindicalistas, marxistas, anarquistas, etc.) fundaram 

em 1864 a _Primeira _Internacional, que tinha por objetivo 

apoiar a luta dos trabalhadores do mundo inteiro. Mas as 

disputas entre as vrias correntes polticas acabaram 

dissolvendo a Internacional (1876).



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    Figura: homem segurando      o

  uma bandeira. O proletariado   o

  luta por seus direitos.         o

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A modernidade e o positivismo



  No final do sculo Xix, nas grandes cidades da Europa e dos 

EUA as pessoas tiveram conscincia de que viviam de um modo bem 

diferente do que no passado. Assistiam ao triunfo da _modernidade 

 a valorizao da vida na cidade (e no no campo), da 

tecnologia (e no da natureza), da cincia (e no da religio), 

do capitalismo (e no da sociedade baseada em fazendas de 

camponeses e em oficinas de artesanato), do individualismo (e 

no da comunidade), das mudanas rpidas e incessantes (e no 

da tradio), da indstria (e no da agricultura).

  Uma das filosofias que melhor expressaram a modernidade foi o 

_positivismo, do pensador francs Auguste Comte. Ele desprezava 

as revolues sociais e a democracia. Para Comte, a nica fora 

capaz de mudar a sociedade era a cincia. Propunha que a 

sociedade fosse governada por uma ditadura dos {sbios} 

(engenheiros, administradores, socilogos, cientista e 

empresrios). Que teriam condies de garantir a _ordem e o 

_progresso. Essa ditadura seria benfica para todos porque a 

cincia seria uma fora social {neutra}, {imparcial}, ou seja, 

{nem de direita nem de esquerda}.



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    Figura: quadro Elogio    o

  modernidade (sc. Xix).      o

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<18>

As unificaes italiana e alem



  A Alemanha e a Itlia s conseguiram fundar seu Estado 

nacional no final do sculo Xix. Depois da tentativa fracassada 

em 1848, os polticos burgueses buscaram se aliar aos polticos 

da aristocracia tradicional.

<P>

  Na Itlia, a liderana da unificao coube ao Reino do 

Piemonte-Sardenha, a regio mais industrializada da nao. Na 

Alemanha, dois Estados disputavam a liderana da unificao: a 

Prssia e a ustria. Assim, a capital da Alemanha deveria ser 

Berlim ou Viena? Ganhou Berlim. O ministro da Prssia, Otto Von 

Bismarck, isolou a ustria. Por meio da guerra, ele foi unindo 

os Estados alemes  Prssia. A unificao se consolidou depois 


que a Frana foi derrotada na Guerra Franco-Prussiana (1871).



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    Figura: quadero mostrando   o

  Garibaldi em batalha pela     o

  unificao italiana.           o

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A Segunda Revoluo Industrial



  Desde o final do sculo Xix, a mquina vapor e a fbrica de 

tecidos j no eram mais a ltima palavra em tecnologia. Agora, 

os motores mais modernos eram eltricos ou a combusto (gasolina 

ou leo diesel). Surgiram indstrias gigantescas de ao, a 

extrao de petrleo, mquinas, navios etc.



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    Figura: supermotor cons-  o

  trudo nos EUA (1876).    o

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O capitalismo monopolista



  A competio capitalista estimulou o crescimento de algumas 

empresas e eliminou muitas outras. As empresas maios fracas 

foram compradas ou simplesmente quebraram (faliram). As grandes 

ficaram maiores ainda. No final do sculo Xix, nos EUA e nos 

pases mais industrializados da Europa Ocidental, como a 

Inglaterra, a Frana e a Alemanha, j existiam megaempresas 

capazes de dominar um setor inteiro da economia. Para voc ter 

uma idia, cerca de quatro empresas na Alemanha produziam mais 

que a metade de todo o ao fabricado naquele pas. Ou seja, o 

setor de ao era quase todo _monopolizado (isto , controlado) 

por essas quatro empresas. Por isso dizemos que essas tais 

quatro megaempresas eram _monoplios.

  Nos pases mais avanados, os {tubares} econmicos chamados 

monoplios j engoliam setores importantes como os de produo 

do ao (siderurgia), de mquinas e motores, locomotivas, navios 

e petrleo (ou seja, a tecnologia da Segunda Revoluo 

Industrial). Essa nova etapa econmica em que entravam os 

pases industriais era o chamado _capitalismo _monopolista.



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    Figura: charge que ques-  o

  tiona a liberdade dos        o

  trustes.                     o

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O imperalismo



  Os grandes monoplios haviam crescido tanto que o mercado 

nacional j no era mais suficiente. As megaempresas passaram a 

exportar capital, ou seja, investir capital em outros pases. 

Economistas alemes e ingleses do incio do sculo Xx chamaram 

a nova fase do capitalismo mundial de _imperialismo. Para esses  

economistas, os pases eram imperialistas quando seus monoplios 

se tornavam donos de empresas em outros pases ou colnias, 

buscando novos mercados consumidores, fontes de matrias-primas 

e mo-de-obra barata para explorar. Ou seja, o imperialismo 

estava ligado a dois fenmenos: investimento de capital no 

estrangeiro e domnio econmico de um pas sobre outro.

  Os pases imperialistas colonizaram vastas regies na frica 

e na sia, submetendo milhes de seres humanos. Procuravam 

justificar suas aes utilizando trs idias preconceituosas: o 

racismo ({A raa branca merece dominar as raas inferiores}), o 

etnocentrismo ({Os brancos civilizados esto levando o progresso 

para os povos primitivos}) e o darwinismo social ({Na luta pela 

sobrevivncia, as naes mais fortes sobrevivem e as mais 

fracas devem sucumbir}).



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    Figura: soldado ingls    o

  pisa em governante egpcio   o

  (1893).                     o

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Amrica Latina no sculo XIX



  Muitas caractersticas da poca colonial foram mantidas na 

ex-Amrica espanhola. Por exemplo, o domnio dos latifundirios, 

a forte presena dos comerciantes ingleses e a situao 

humilhante dos descendentes de ndio. A disputa entre os 

caudilhos (chefes militares e polticos autoritrios) provocou 

grande instabilidade poltica. Porque cada governante chegava 

ao poder  fora (por meio de um golpe) e pouco depois era 

derrubado da mesma maneira.



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    Foto: Favela no Chile   o

  (sc. Xix).                 o

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  No _Mxico, os conflitos entre os caudilhos conservadores e 

liberais dilaceraram o pas por muitos anos. De 1846 a 1848, o 

Mxico travou guerra contra os EUA e perdeu um imenso 

territrio. Incapaz de pagar sua dvida externa, o Mxico foi 

invadido por tropas francesas e teve de aceitar um imperador 

estrangeiro, o austraco Maximiliano. A revolta popular 

derrubou Maximiliano (que foi fuzilado em 1867), mas o pas 

voltou a mergulhar na instabilidade. A partir de 1876, o ditador 

Porfrio Daz assumiu a previdncia. Governou durante muitos 

anos e iniciou um plano de modernizao econmica que prejudicou 

os camponeses. (Vamos estudar isso em detalhes no captulo 6).

  Na _Argentina, a disputa entre os unitaristas (favorveis ao 

domnio de Buenos Aires) e os federalistas (que queriam 

autonomia para as provncias do interior) durou dcadas. Somente 

com o presidente Mitre (1821-1906), Buenos Aires firmou seu 

domnio. Nas ltimas dcadas do sculo Xix, o pas viveu um 

fabuloso desenvolvimento. Tornou-se um dos maiores exportadores 

mundiais de trigo, carne e l. Vieram muitos imigrantes europeus 

(italianos e espanhis). Os ingleses investiram em ferrovias, 

frigorficos e servios urbanos. A Argentina se tornou o mais 

rico pas da Amrica Latina.  



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Os Estados Unidos no sculo Xix



  No sculo Xix, os EUA se tornaram uma grande potncia 

industrial. Os territrios do Oeste foram tomados dos ndios 

(vtimas de horrveis massacres) e ocupados por imigrantes 

europeus. Mas o pas continuava dividido em estados do Norte 

(baseados em pequenas e mdias fazendas, indstrias, trabalho 

livre, voltados para o mercado externo). Os latifundirios 

sulistas temiam a abolio da escravatura e no aceitavam o 

protecionismo alfandegrio. Quando Abraham Lincoln foi eleito 

presidente, os estados do Sul declararam a secesso (separao). 

Estourou a Guerra Civil (1861-1865), que terminou com a vitria 

dos nortistas.

  No final do sculo Xix, os EUA j tinham se tornado um pas 

altamente industrializado e imperialista. As companhias 

norte-americanas investiram principalmente no Mxico e nos 

pases da Amrica Central. Quando a situao em um desses pases 


prejudicava os investidores norte-americanos, o governo dos EUA 

enviava os fuzileiros navais (_mariners). As intervenes 

militares do imperialismo norte-americano foram chamadas de 

_poltica _do _Big _Stick ({porrete}).       



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    Figura sobre o progresso    o

  chegando ao Oeste dos EUA   o

  (sc. Xix).                   o

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A Europa no final do sculo Xix



  A Inglaterra vivia a _era _vitoriana, uma poca de orgulho 

pelo progresso econmico e pelo domnio colonial. Mas a 

indstria alem crescia velozmente e j alcanava a inglesa. O 

governo alemo (ministro Bismarck) foi um dos pioneiros na 

criao de leis sociais (aposentadoria, frias, ajuda mdica aos 


trabalhadores). No interior do Imprio Austro-Hngaro, crescia 

a rebeldia nacionalista dos povos no-germmicos (hngaros, 

tchecos, eslovacos, croatas, etc.). O Imprio Russo, governado 

pelo tzar (imperador) de poderes quase absolutistas, comeava a 

se industrializar. Mas a grande maioria do povo era camponesa e 

miservel, submetida aos nobres (proprietrios de terras).



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    Foto: quadro Uma saire     o

  no hotel Caillebotte (1878).  o

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Os social-democratas



  No sculo Xix, o Partido Social-Democrata alemo era o mais 

importante partido de trabalhadores do mundo. Originalmente, os 

social-democratas eram seguidores do socialismo cientfico de 

Marx e Engels. Mas, aos poucos, prevaleceram as idias do 

_socialismo _reformista de Bernstein, que dizia que os 

social-democratas deveriam esquecer o objetivo da revoluo. A 

nova meta era ganhar as eleies e promover reformas sociais. O 

socialismo seria alcanado de modo pacfico e gradual, por meio 

de um Estado democrtico. Em 1889, foi fundada a _Segunda 

_Internacional, que coordenava as aes dos partidos 

social-democratas de toda a Europa. Havia dois grupos 

principais: os marxistas ortodoxos, adeptos da revoluo 

socialista, e os seguidores do socialismo evolucionrio de 

Bernstein. Depois, veremos (captulo 3) que, aps a revoluo 

russa (1917), os marxistas fundaram os partidos comunistas.



Brasil: a abolio da escravatura



  A escravido no Brasil foi abolida gradualmente. Tudo comeou 

com o fim do trfico de escravos (Lei Eusbio de Queiroz, 1850). 

De incio, o Sudeste comprou escravos do Nordeste (trfico 

interprovincial). A partir de 1870, comea a imigrao europia 

para o Brasil. Nos cafezais do Oeste paulista, os escravos 

passaram a dar lugar s famlias de imigrantes Ao mesmo tempo, 

grande parte da populao apoiou a campanha dos abolicionistas 

a favor do fim da escravatura. O governo foi pressionado pela 

opinio pblica e comeou a ceder. O parlamento aprovou a Lei 

do Ventre Livre e a Lei dos sexagenrios. At que, finalmente, 

a Lei urea foi assinada em 1888, abolindo definitivamente a 

escravido no Brasil.



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    Fotos de escravos por     o

  Christiano Jr. (final do   o

  sc. Xix). Viso dos       o

  brancos.                     o

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Brasil: o advento da Repblica



  A partir de 1870, o Brasil comeou a viver um processo de 

grandes mudanas. O esgotamento dos solos provocou o declnio 

da cafeicultura no Vale do Paraba. Agora, a regio mais rica 

do pas era o Oeste paulista. Os cafeicultores do Oeste 

paulista acreditavam que s teriam ateno do governo se o 

pas se tornasse uma repblica federalista. Foram eles que 

fundaram o PRP (Partido Republicano Paulista). As idias de 

modernidade influenciavam os intelectuais, que afirmavam que a 

monarquia era um regime poltico antiquado e o Brasil s iria 

progredir quando tivesse uma forma de governo moderna (a 

repblica). Essa idia era reforada pelo positivismo (releia a 

pgina 17 no livro em tinta), que entusiasmava lderes civis e 

militares. A maioria dos oficiais (generais, coronis etc.) 

acreditava que somente no regime republicano o Exrcito teria o 

respeito que merecia. Em 15 de novembro de 1889, o Marechal 

Deodoro da Fonseca mobilizou as tropas no Rio de Janeiro e 

ordenou que D. Pedro partisse para sempre do Brasil.              



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    Figura: mulher sentada em   o

  um trono com uma espada na     o

  mo direita. Ideal republi-   o

  cano: Revoluo Francesa.    o

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